Mais da metade dos paraenses não tem água encanada. O acesso a esse serviço avançou de forma pífia no Estado: apenas 1% entre 2006 e 2007. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2007, divulgados ontem, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De todos os itens, a rede de água, no Pará, só perde para Rondônia, com 50,8% e 60,3%, respectivamente. São Paulo e o Distrito Federal estão no topo, com 96,7% e 93,6%, respectivamente. Outro setor que também teve um crescimento pequeno, foi a rede de saneamento: de 57% foi para 57,3%, deixando o Pará com a mais baixa evolução do país.
Por outro lado, a rede elétrica é registrada como o bem mais acessível da população paraense: de 91,6% foi para 93,5% dos lares do estado. Mas, as contantes quedas de energia evidenciam que o problema vai além de receber luz elétrica: o difícil é não haver interrupções. Outro fato interessante é que no Pará há mais televisores, do que geladeiras: 87,2% dos domicílios tem tv, enquanto 77,4% têm refrigeradores.
Outra situação que merece destaque é o fato de que apenas 30% dos paraenses têm filtro de água, dentro de casa. Muitas famílias ainda se abastecem com água de poço. Por último, a outra é a questão da inclusão digital: apenas 11% das residências têm computador.
Esse é o "Pará, terra de direitos" do Governo do Estado?
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
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