segunda-feira, 30 de julho de 2007

Extra Mainardi, Extra!


Mostrarei aqui mais uma entrevista interessante, no melhor estilo "nonsense" . Os créditos são para o blog A Nova Corja, que tiveram a ousadia e a irreverente oportunidade de entrar na mente sã do jornalista inimigo nº 1 do nosso tímido Presidente Lula, Diogo Mainardi.

Diogo Mainardi passou despertar ódio e maior atenção a partir dos ataques desferidos contra Lula e as maracutaias petistas, através de sua coluna na Revista Veja, mantida desde 1999.

Todos o acusavam de direitista maluco. Calaram-se - ou, pelo menos, perderam a credibilidade - depois que a crise política de 2005 mostrou que Mainardi estava certo em boa parte de suas críticas.

Mainardi não conseguiu derrubar Lula, mas contribuiu bastante para desmontar a ilusão petista. Já é muito. Temos que agradecer. Mas, atenção! Não afirmo que ele seja um herói, ou mereça o prêmio ESSO, apenas aprecio a sua forma contrária aos rumos que a sociedade está tomando, mesmo que seja com arrogância e ironia, fica à mostra um elaborado esforço da massa cinzenta...

A Nova Corja: É verdade que você desmaiou depois de presenciar uma cena repugnante durante um jantar na casa de Danuza Leão? O que realmente aconteceu?
Mainardi: Repugnante? Como ousa? Foi uma cena épica. Há testemunhas. Danuza escorregou e caiu no chão. Na queda, luxou o cotovelo. Já sofri mais de dez luxações fazendo esporte. Dói para burro. Quando vi o braço desconjuntado da Danuza, minha pressão arterial zerou. Como uma mocinha, desmaiei no elevador. Segundo minha mulher, soltei também um gemido, mas desconfio que seja mentira dela só para me envergonhar. O fato é que tento roubar a cena até mesmo no acidente dos outros.

A Nova Corja: Você enfrenta mais de oitenta processos individuais num tribunal do Acre por ter dito em maio, durante o programa Manhattan Connection, que o Estado não vale um pangaré. Você não superestimou o valor do pangaré?
Mainardi: Consultando o site do tribunal do Acre, descobri que, na verdade, enfrento cento e quarenta processos. Eu nem sabia que o Acre tinha internet.

A Nova Corja: A crise moral dos políticos brasileiros não seria o ápice do regime representativo do país? A demência comportamental do Executivo, Legislativo e Judiciário não reflete o caráter geral do brasileiro?
Mainardi: Pergunto-me apenas se é o ápice. No caso do Brasil, sempre dá para piorar.

A Nova Corja: A herança patrimonialista do Brasil não está mais enraizada do que se percebe quando essa reverência que os políticos acreditam merecer fica latente com a leniência da sociedade em relação a todas as denúncias de corrupção, não só as do PT, mas de toda a classe política?
Mainardi: Fiz quatro romances. O tema de todos eles é a servidão voluntária. Não conheço nada mais autenticamente brasileiro - e genuinamente cômico - do que isso.

A Nova Corja: Gostam de te chamar de parajornalista, mas como você costuma deixar claro, as informações publicadas na sua coluna estão à disposição do público. Sem entrar na questão do fetiche do diploma, o que você faz é o trabalho básico de um repórter, que aprofunda as informações ao invés de copiar e colar as notícias das agências. O verdadeiro parajornalismo não seria o praticado nas redações brasileiras?
Mainardi: Já não posso mais me vangloriar de ser um parajornalista. Estou meio institucionalizado. Quando percebi que os oposicionistas não tinham a menor intenção de derrubar Lula, passei a buscar notícias por conta própria. E encontrei um montão. Agora mesmo estou fuçando a vida de uns publicitários que trabalham para o governo. Não sou repórter. Não sei fazer reportagem. Mas a notoriedade da coluna abriu muitas portas.

A Nova Corja: Severino Cavalcanti (PP/ PE) foi derrubado uma semana depois de ofender o jornalista e deputado Fernando Gabeira (PV/ RJ) com documentos e investigações prontas. Em uma entrevista que deu quando assumiu a presidência da Câmara, Severino disse que "parte dos deputados recebiam por fora" para votar a favor do governo. Em maio de 2005, o mensalão veio à tona. Fica difícil crer que os setoristas de Brasília descubram essas informações às vésperas da publicação. Você mesmo cansou de publicar denúncias que mais tarde foram confirmadas por outros veículos. O que acontece? A mídia brasileira tem uma agenda secreta?
Mainardi: A agenda nem é tão secreta assim. Estou sendo processado por inúmeros jornalistas. Eles se sentem caluniados porque revelo para quem eles trabalham. Só jornalistas maricas processam outros jornalistas. Um jornalista que se preze responde a um artigo com outro artigo.

A Nova Corja: Por que a Veja não assume a preferência por um determinado candidato ou partido - como é comum na imprensa americana, cujo modelo jornalístico a revista segue - e que tem acontecido em publicações brasileiras como o Estado de S. Paulo e a Carta Capital?
Mainardi: Eu assumi minha preferência: derrubar Lula. Em primeiro lugar, com o impeachment. Como não deu certo, voto em Alckmin.

domingo, 29 de julho de 2007

"Absolutamente compatível"

Veja abaixo alguns trechos da entrevista realizada pelo site G1, com a nossa má assessorada governadora Ana Júlia Carepa:

G1 - Isso [o fato de "ter se estrepadado durante a campanha" e ainda estar mancando] prejudica as questões da administração?
Ana Júlia - Não, quem se prejudica sou eu, minha saúde. Mas eu vou cuidar dela... Eu tenho que cuidar da perna, fazer fisioterapia. O que é uma coisa chata é que às vezes as pessoas não entendem que não tenho tempo de receber as pessoas, tenho duas horas de fisioterapia por dia.

(...)

G1 - Mas a sra. sempre criticou Jader Barbalho [de quem recebeu apoio na campanha eleitoral]...
Ana Júlia - Ele foi o deputado federal mais votado do Pará, entendeu? Ele é que resolveu nos apoiar, não fui eu que fui apóiá-lo. É uma grande diferença.

(...)

G1 - A sra. tem também um ex-marido e um ex-cunhado como secretários no governo. São pessoas técnicas, capacitadas para os cargos?
Ana Júlia - Além de técnicos e capacitados, são militantes políticos. Alguém que é militante, que é capacitado, competente, preparado e que ajudou a construir esse projeto político, essa pessoa tem de ser discriminada porque há 10 anos foi casada comigo? Por quê? E tem mais: isso não é considerado nepotismo. O Ministério Público nem considera isso nepotismo.

(...)

G1 - Mas houve questionamento no caso do seu irmão, não?
Ana Júlia - É, mas um cargo no terceiro escalão... Bom, eles (oposição) falaram de ex-marido... Enfim... Eles queriam que eu colocasse quem, um militante do PSDB? Não, né? Meu irmão nem estava lá pela minha recomendação. (...) Mas dizer que é nepotismo? Eu considero isso mais uma vez uma tentativa de queimação, preconceito, uma visão preconceituosa, machista, porque eu sou mulher e de esquerda. Porque senão todo mundo ia achar normal.

(...)

G1 - A sra. mora numa casa alugada, embora exista uma residência oficial. A sra. teve de reformar a residência oficial?
Ana Júlia - Não foi reformada. Ela [a residência oficial] precisaria de muita reforma. E eu, como governadora, tenho direito de morar onde eu quiser, e o estado tem de garantir condições para que eu more.

(...)

G1 - Mas, e o valor do aluguel?
Ana Júlia - R$ 5 mil? Uma casa de R$ 5 mil. Barato. Absolutamente compatível.

Clique aqui e leia, se tiver coragem, a entrevista na íntegra.

Novas cores da bandeira


quarta-feira, 18 de julho de 2007

Crônica de uma tragéda anunciada


Incompetência. Em menos de dez meses, já foram levados à cova pelo menos 342 cadáveres , do vôo 1904 da GOL; e 186 do Airbus da TAM, e mais 12 funcionários em solo. Alguma solução em vista!? Não. Há sim, lamentações em discursos, além de um vergonhoso auxílio às famílias por parte das empresas.

Nunca gostei de viajar de avião. Dizem que é o transporte mais seguro que existe, mas aceito-o apenas pela praticidade. Durante os vôos, as pessoas próximas tentam me acalmar afirmando que só aconteceria algum desastre por erro humano.

Agora concordo, mas não por erro do piloto ou dos controladores, e sim das entidades responsáveis. Há mais de 20 anos, especialistas em pouso já reclamavam da situação da pista, mas ainda assim, foram gastados algo como R$ 530 milhões no embelezamento interno do terminal de passageiros. Isso é prioridade?

As autoridades da Infraero julgaram entre o conforto dos passageiros e a segurança, e consideraram que, com os dias mais secos no inverno, a pista poderia ser utilizada. Deu no que deu...

Não foi a tôa, que todos os grandes jornais que se pretendem de circulação nacional foram direto ao ponto: a pista principal do aeroporto de Congonhas não estava preparada para operações em dias de chuva.

A pista fora inaugurada antes do prazo, sob pressões da opinião pública e das empresas aéreas, sem as ranhuras que deveriam melhorar a aderência dos pneus das aeronaves nos pousos e decolagens.

Seria esse o jeito lulista de (não) governar? Ou "o jeito TAM de voar"?

Por outro lado...

Mas, ao contrário do post anterior, colocarei aqui, as palavras do pai de um jovem de 21 anos que foi preso por dirigir embriagado, que se recusou a pagar a fiança do filho e ficou conhecido pelo Brasil.

"Vamos deixar que ele reflita, na cadeia, sobre o que é melhor para ele. Como pegou o meu carro, amanhã ou depois pode sair pegando o de outras pessoas", disse R.M.

Tá vendo, seu Ludovico?! Não se pode passar a mão na cabeça dos filhos sempre que eles fizerem uma besteira dessas!