Por Bianca Pyl
Repórter Brasil
"Entre 2000 e 2006, os setores que mais contribuíram para o crescimento das exportações do agronegócio foram o de carnes (23,2% do aumento absoluto das vendas para o exterior) e o sucroalcooleiro (22,7%). Os números foram apresentados ao público em agosto pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), em mais um dos recentes balanços econômicos.
Um outro levantamento da Comissão Pastoral da Terra (CPT) do início deste mês traz à tona uma face menos vistosa da pujança do setor. De acordo com os dados catalogados pela CPT, 56% dos casos registrados de trabalho escravo se deram na atividade pecuária, de 2003 a 2006.
Do total de trabalhadores libertados da escravidão contemporânea durante o mesmo período, 40% estavam desepenhando tarefas ligadas à criação de gado bovino e 10% foram resgatados das plantações de cana-de-açúcar.
Na última atualização semestral da "lista suja" do trabalho escravo", cadastro de infratores mantido desde 2003 pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o grupo maioritário de ingressantes foi formado de pecuaristas, acompanhado de usinas sucroalcooleiras da Região Centro-Oeste.
Dos 43 nomes incluídos, 46,5% foram flagrados explorando mão-de-obra escrava na atividade de pecuária bovina. Um total de 15 - dessas 20 propriedades de criação de gado - se localiza em municípios da fronteira agrícola da Amazônia, nos estados do Pará (11), Maranhão (3) e Mato Grosso (1). Ou seja, 37,2% das ocorrências incluídas na relação de escravocratas se deram na faixa de derrubada da maior floresta do mundo."
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