quinta-feira, 31 de julho de 2008

Sangue Amarelo


TÍTULO I
Dos Direitos e Garantias Esportivas
CAPÍTULO I

DOS DIREITOS E DEVERES DA SELEÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

I - homens e mulheres são iguais na torcida pela seleção brasileira, nos termos desta Constituição;
II - ninguém será obrigado a torcer por um time mixuruca que esteja trajando o uniforme amarelo, ainda mais se combinado com o esdrúxulo short branco;
III - ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante, como por exemplo ser pressionado pelo Paraguai e humilhado pela Venezuela;
IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato e portanto o treinador da Seleção não tem o direito de ficar bravo;
V - é assegurado o direito de resposta do treinador, já que muitos deles proporcionaram alegrias a este mesmo cidadão que o critica;
VI - é inviolável a liberdade do meio-campo, sendo assegurado o livre exercício da habilidade, da virada de jogo e da solução criativa em caso de marcação exarcebada;
VII - é vetada, sobre todas as formas, a escalação de mais de dois volantes no meio-campo da seleção brasileira, sob pena de frustração e decepção geral de quem já foi pentacampeão;VIII - ninguém será privado de um bom passe por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, ou, em outras palavras, como faz falta um Kaká da vida;
IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, mas o excesso de pagode e falta de concentração não podem imperar;
X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem dos joagdores, que fazem o que quiser da vida deles, contanto que isso não influa seu desempenho em campo;
XI - a grande área brasileira é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do goleiro, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, como uma tentativa tresloucada de Lúcio fazer um gol de placa lá na frente;
XII - é inviolável a retaguarda brasileira, a não ser que por motivo de talento alheio ela torne-se desguarnecida e frágil;
XIII - é assegurado a todos o acesso à informação e à opinião dos craques em caso de derrota surpreendente nas eliminatórias;
XIV - é livre a locomoção dos volantes no território nacional, de preferência com passes e lançamentos capazes de eliminar eventuais retrancas adversárias;
XV - todos podem atacar, sendo necessária a coragem de se impor como futebol;
XVI – perder três vezes seguidas é dose para leão, deve-se evitar;
XVII – cabe ao treinador escalar os melhores, estejam eles na Europa Ocidental, Oriental ou Mato Grosso do Sul;
XVIII - as convocações não podem estar ligadas a competições anteriores ou a fidelidades;
XIX – mesmo perdendo, a Seleção deve ser motivo de orgulho pela sua forma de atuar e jamais ser incapaz de fazer um gol num adversário com um atleta a menos;
XX – é obrigação de todos os envolvidos tentar marcar amistosos também em território brasileiro, a fim de não distanciar o torcedor de seus ídolos, de preferência sem esquecer palcos tradicionais de exibições de outrora, como por exemplo, o Maracanã, deixando-se de lado interesses políticos, partidários e pecuniários;

Retirado do Garamblog

Só pode quatro


"As autoridades na província de Jizan, na Arábia Saudita, estão investigando um integrante da polícia religiosa saudita acusado de ter seis esposas, quando a lei permite apenas quatro. Segundo o jornal saudita al-Watan, o homem de 56 anos foi preso na província de Jizan, perto da fronteira com o Iêmen.

O jornal afirma que três das esposas são sauditas e as outras três, iemenitas. O acusado negou que todas elas sejam suas esposas - ele afirmou que se divorciou de duas delas e é casado apenas com as quatro permitidas por lei.

Tratamento igual - Segundo a lei islâmica, as quatro esposas devem ser tratadas igualmente pelo marido. Os integrantes da polícia religiosa da Arábia Saudita podem impor a severa interpretação do Islã na Arábia Saudita, principalmente no que diz respeito ao relacionamento entre os sexos.

Em junho, o Ministério Saudita de Assuntos Sociais apresentou a proposta de tornar obrigatório um curso para noivos. O curso visa a diminuir o crescente número de divórcios entre os sauditas, principalmente entre os casais mais jovens.

Especialistas afirmam que o divórcio freqüentemente prejudica mais a mulher, pois é muito difícil para uma saudita conseguir um segundo casamento."

Fonte: G1

segunda-feira, 28 de julho de 2008

A arte da escrita

Eis um exemplo de um excelente lead:

"Por Mauro Zanatta
Valor Econômico/SP

Na manhã de uma quarta-feira de junho, no coração da Amazônia, o madeireiro Rusever Oliveira, 43 anos, comanda o ritmo frenético da empilhadeira que separa dezenas de toras de espécies nobres da região. No pátio de sua serraria, em Castelo de Sonhos, distrito de Altamira (PA) de 10 mil habitantes cortado pela BR-163, os troncos derrubados ilegalmente secam sob o sol abrasador e um grosso poeirão. As encomendas vêm de toda parte. Um caminhoneiro de Maringá (PR) reclama do atraso no pedido e um fazendeiro consulta o preço de algumas tábuas. Naquele dia, o metro cúbico do ipê-champanhe era comprado a R$ 150 e vendido a R$ 350 por Rusever..."

Clique aqui para ler matéria na íntegra.

Alerta Verde


O desmatamento cresceu 23% na Amazônia em junho deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. Quem afirma isso é o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do Instituto Homem e Meio Ambiente da Amazônia. Os números do Imazon mostam que no mês passado houve 612 quilômetros quadrados de desmatamento na Amazônia Legal, contra 499 quilômetros quadrados no mesmo período de 2007.

O Pará concentrou 62,7% de toda a destruição da floresta em junho. Nove das dez cidades amazônicas que mais derrubaram a floresta de forma ilegal no último mês do semestre passado estão em território paraense.

Durante o último mês do semestre passado, os municípios que mais desmataram a Amazônia foram : Altamira (PA), São Félix do Xingu (PA), Novo Progresso (PA), Pacajá (PA), Porto Velho (RO), Novo Repartimento (PA), Marabá (PA), Itupiranga (PA), Itaituba (PA) e Brasil Novo (PA).

Após o Pará, os Estados que mais desmataram em junho são : Mato Grosso (12%), Rondônia (11,3%) e Amazonas (9,8%). Os demais estados contribuíram com cerca de 4,2% da devastação florestal.

No acumulado do período (agosto de 2007 a junho de 2008), o desmatamento totalizou 4.754 quilômetros quadrados, contra 4.370 quilômetros quadrados no período anterior (agosto de 2006 a junho de 2007). Portanto, houve um aumento de aproximadamente 9% na área desmatada no período atual em comparação com o anterior.

Agravante – É que, durante Junho, não foi possível detectar a situação do desmatamento em 14% da Amazônia Legal devido à ocorrência de nuvens nas imagens MODIS dessas áreas. A região não-mapeada corresponde ao Estado do Amapá, parte norte de Roraima, norte e noroeste do Amazonas e norte do Pará.

Perfil - A maioria do desmatamento (68%) em junho de 2008 ocorreu em áreas privadas ou sob diversos estágios de posse. O desmatamento nos Assentamento de Reforma Agrária alcançou 18%, nas Unidades de Conservação 10% e nas Terras Indígenas 3%.

Fonte: Imazon

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Moda Carioca


... se duvidar a moda pega aqui, em Belém, também!

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quarta-feira, 9 de julho de 2008

Bomba-relógio

O Governo Ana Júlia nunca vai conseguir se erguer. A atual gestão está abalada com tanta denúncia e publicidade negativa local e nacional.

A matéria do jornalista João Carlos Magalhães, da Agência Folha (Folha de S. Paulo), informa que de acordo com dados da Secretaria Estadual de Saúde, no Pará, 30 dos 143 municípios não tem médicos, isso representa 21% do Estado. São números alarmantes

A matéria diz ainda que, apenas uma em cada três mulheres paraenses que usam o Sistema Único de Saúde (SUS) tem durante a gravidez acompanhamento preventivo, como pré-natal, o que poderia impedir que doenças de solução simples, como infecções urinárias, acabassem complicando a gestação.

Problemática - O déficit de médicos não se deve à falta de dinheiro para pagar seus salários, mas à falta de vontade dos profissionais em morarem em pequenos municípios que muitas vezes estão isolados em lugares remotos da floresta amazônica. Tem casos de prefeitos oferecendo salários de R$ 20 mil.

Conta Baixa - Dados do Ministério da Saúde indicam que o Saúde da Família alcança apenas 33,6% da população paraense --hoje, em torno de 7 milhões de pessoas. De janeiro a junho deste ano, a pasta já gastou R$ 25,5 milhões com as equipes do programa no Estado.

Sinceramente, a única explicação que eu vejo, é devio de verbas, mas isso, desde do governo Jader Barbalho. Não adianta falar que é recente, que não é. (ou melhor também.) A pilantragem não diminuiu e a consequência de empregar concursados sem qualificação para tratar da saúde está cada vez mais evidente.

Vocês acreditam que uma amiga presenciou uma funcionária da Fundação Santa Casa de Misericórdia, fazendo soro na via nasal de uma criança, quando deveria ser na veia do braço. Pelo amor de Deus, é muito despreparo! O pior, é que esse não é um caso isolado. Que o diga, as famílias que perdem seus filhos, na UTI Neonatal do hospital, diariamente.

130 anos de história

A Agência Estado lançou, no final do mês de junho, o Banco de Imagens do grupo Estado, um arquivo de mais de 130 anos dos diários O Estado de S. Paulo e Jornal da Tarde. As imagens estão disponíveis na internet apenas para assinantes.

"O lançamento do Banco de Imagens on-line marca o início de um trabalho contínuo para disponibilizar na Web as imagens capturadas durante toda a história do Estadão, JT e AE. É uma ferramenta ímpar para profissionais do jornalismo e para quem usa fotos como instrumento de trabalho", disse a gerente de Produtos e Mercados da Agência Estado, Aparecido Marcondes, ao Portal Imprensa.

O arquivo está dividido em Coleções, Reportagens e Grandes Temas. A ferramenta de busca do banco de dados permite cruzar informações e datas. Os assinantes podem comprar as imagens, imprimi-las e salvá-las em pastas. O acesso é feito através do site da Agência Estado. Para quem não é assinante, o arquivo ainda pode ser útil: as imagens ficam listadas e não apenas seus nomes, o que torna possível visualizá-las – claro que em tamanho pequeno e em uma resolução não tão boa.

Fonte: Faculdade Cásper Líbero/Notícias

terça-feira, 8 de julho de 2008

Uma cidade sitiada

Na noite de segunda-feira (07), o telejornal da TV Record Belém, o Pará Record teve uma abertura diferente. Iniciou com um editorial narrado pelo jornalista Rogério Spinelli, sobre mais uma vítima da violência de Belém. Mais uma.

Veja abaixo, o texto na íntegra, escrito pelo diretor de jornalismo da emissora, João Plaza, que apesar de paulistano, mostra que já conhece bem o lugar:

"A violência está dando as cartas em Belém. A criminalidade desenfreada faz com que as pessoas vivam prisioneiras dentro das próprias casas, cercadas de grades por todos os lados. Os bandidos agem à vontade. À luz do dia, sem medo de nada. Não há hora nem local para o ataque.Pode ser em qualquer lugar: parada de ônibus, saída de banco, dentro do carro ou no transporte coletivo, ninguém se sente seguro.

O pior é que a sociedade como que vai aceitando que não consegue preservar a dignidade; que não consegue lutar contra o mal; que aceita essa terrível sentença do marasmo, da estagnação, da falta de atitude... Isso tudo é preciso que tenhamos em mente, é fruto de péssimas administrações públicas, acovardadas em gabinetes refrigerados, tendo à disposição o hordas de seguranças para suas atividades pessoais, enquanto o povo, o cidadão comum, não sabe mais se terá de volta para casa, o filho que saiu para ir à escola... É isso mesmo: para a escola. Não é saída para a balada, não... é violência no meio da tarde. No portão da escola.

Há 19 dias, uma família inteira vive num hospital o drama de um garoto de 17 anos... Gilberto foi baleado na porta do colégio onde estudava. Foi “de bobeira”, como se diz quando alguém sofre violência gratuita, sem qualquer provocação. Uma dupla de assaltantes chegou de moto e rapidamente limpou a garotada. Celulares, dinheiro, e alguns pertences rapidamente trocaram de mãos. Não houve nenhuma reação.

Mas, quando a dupla já estava de partida, o garupa da moto vira-se e atira no meio do grupo de colegiais. Uma bala atinge Gilberto e devasta-lhe o abdome. A partir daí, foram 456 horas de sofrimento e angústia. Uma luta desesperada pela vida de um jovem atingido covardemente. Ao final, o deslace, na tarde deste domingo.

Fica o registro de uma família em desespero. Um filho ceifado na flor da idade. Um garoto do bem. Criado com amor. Uma vida que se preparava para estar a serviço de outras vidas. Vivia longe da maldade. Mas presente numa sociedade que vai se acostumando, perigosamente, com a convivência com a marginalidade, a viver numa cidade sitiada."

domingo, 6 de julho de 2008

Andando na linha


Ilustração: blog do Mangabeira

Polêmica: "Quem for pego dirigindo depois de beber qualquer quantidade de bebida alcoólica, além da multa de R$ 955, vai perder a carteira de motorista por 12 meses."

***Tire suas dúvidas, para não se prejudicar:

1- Quanto de álcool é permitido beber antes de dirigir com a mudança?
Nada.

2- Quanto tempo o álcool permanece no sangue após o consumo e depois de quanto tempo o motorista poderá dirigir?
Um copo de cerveja demora cerca de seis horas para ser eliminado pelo organismo. Uma dose de uísque, que é bem mais forte do que a cerveja, demora mais tempo do que isso. O mais garantido é que o motorista possa dirigir depois de 24 horas. Se estiver de ressaca e com sintomas provocados pela grande quantidade de álcool consumida, o melhor é ficar em casa. Este é o momento em que o álcool começa a ser tóxico e permanece no corpo por mais tempo.

3- Como o índice de álcool no organismo do motorista vai ser verificado?
De três maneiras: O bafômetro e o exame de sangue são mais sensíveis para detectar dosagens alcoólicas. O exame clínico é menos sensível para a dosagem, mas serve para indicar sinais de embriaguez como olho vermelho, alegria excessiva e falta de coordenação motora, por exemplo.

4- Quando não há bafômetros disponíveis no local da fiscalização, o motorista é obrigado a fazer exame de sangue?
Se o policial tiver indícios fortes de embriaguez do motorista, com testemunhas, por exemplo, ele pode exigir, sim, uma amostra do sangue ou a chamada de um médico para diagnosticar a embriaguez. A ausência do bafômetro, no entanto, pode permitir o questionamento da identificação da embriaguez. O policial precisa ter evidências de que o motorista está embriagado para requerer o exame de sangue ou o exame clínico no motorista. A pessoa pode se recusar, mas o policial também pode exigir que o motorista seja examinado por um médico-perito.

5- O uso de medicamentos pode alterar o resultado do exame do bafômetro?
Só se o medicamento tiver álcool em sua composição. Depende também da quantidade ingerida e da dosagem do medicamento.

6- A bebida alcoólica usada no preparo de uma sobremesa pode ser detectada no exame de sangue ou no bafômetro?
A quantidade é menor, mas também será detectada pelo exame de bafômetro e de sangue.

7- A lei vale para todos os motoristas e em qualquer lugar?

A lei vale para qualquer condutor e em qualquer lugar onde puder circular um veículo. A fiscalização será feita tanto por policiais rodoviários federais como por policiais militares. Quando existir convênios na área da segurança, guardas municipais e policiais civis também poderão fazer a fiscalização.

8- A ‘lei seca’ pretende reduzir acidentes no trânsito?
A lei dá uma segurança maior sobre a questão do trânsito, mas é falha quando se fala sobre o bafômetro. Antes de entrar em vigor, todos os pontos de fiscalização e os policiais responsáveis por este trabalho deveriam ser melhor equipados. A fiscalização tem de ser permanente. A grande questão é saber se a polícia vai ter condições de fiscalizar um número maior de pessoas. Acho que a própria polícia vai modular essa fiscalização, usando o bom senso. Se fizer uma blitz em uma grande avenida de São Paulo, por exemplo, em dias de fim de semana, vai pegar muita gente embriagada.

Fonte: G1