Para o ministro da saúde, José Gomes Temporão, os dados fornecidos pela Organização Mundial de Saúde, sobre os casos de malária na Amazônia Legal, estão incorretos. Temporão diz que a metodologia usada pela OMS não pode ser aplicada à situação brasileira. O estranho é que o estado do Pará não foi incluído no argumento do ministro. Não seria por que o terrítório paraense detém, cerca de 80% das ocorrências da doença, e contradizer ele? A Secretaria Estadual de Saúde Pública do Pará confirma que a maioria dos casos ocorre no município de Anajás, na Ilha do Marajó:
"O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, condenou o relatório da Organização Mundial de Saúde sobre a incidência de malária no Brasil. Em documento à direção da organização, em Genebra, ele afirma que não reconhece como verdadeiros os dados divulgados hoje. De acordo com Temporão, a metodologia usada pela OMS não se aplica à situação brasileira, onde, desde 2006, a doença está em declínio. Nos estados da Amazônia Legal ― Roraima, Rondônia, Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Acre, Amazonas e Tocantins ―, em 2006, foram notificados 549.184 casos e não 1,4 milhão, como informa o relatório da OMS.
A Amazônia Legal, com 807 municípios, conta com uma rede de 3.290 laboratórios e 41.046 agentes para controle da doença, além de médicos e enfermeiros. Essa grande cobertura garante extrema sensibilidade do sistema de informação sobre a ocorrência de malária na região, que concentra 99,7% das notificações de malária do país. A redução da malária no país é atribuída à expansão da rede de diagnóstico, ao tratamento oportuno e adequado de paciente e a inclusão de um novo medicamento no esquema terapêutico, desenvolvido pela Fundação Oswaldo Cruz... "
Fonte: Ministério da Saúde/Agência Saúde
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
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