quinta-feira, 27 de março de 2008
Armado na guerra com baladeira
Os estudantes dizem que a escola está um verdadeiro canteiro de obras, mas até aí tudo bem, pelo menos estão melhorando a escola. O problema é que a empresa responsável pela reforma diz que não finalizará a obra até que a Seduc repasse a verba, que já teria sido aprovada para o pagamento da obra.
Ou seja, os adolescentes perderam quase três meses do ano letivo, não houve preocupação de remanejá-los para outro local para que não perdessem aula e eles ainda sofrem com problemas de burocracia no repasse do dinheiro público.
É muito fácil reservar vagas em universidades para estudantes do ensino público, mas isso não vai assegrar que eles sejam graduados como profissionais qualificados para o mercado de trabalho.
Então eu me pergunto, porque o governo não busca melhorar o ensino fundamental e médio, considerados um dos alicerces da formação do caráter de um jovem? Afinal, vocês acham que esses alunos do 3º ano da escola Luis Nunes serão páreo para estudantes de escolas particulares, na corrida do vestibular?
segunda-feira, 24 de março de 2008
Complexo de Super-homem
Ele foi assassinado por traficantes da favela da Vila Cruzeiro, pertencente ao Complexo do Alemão, enquanto fazia uma matéria sobre possíveis abusos sexuais de menores de idade e consumo de drogas, que aconteciam em um baile funk, denunciado pelos próprios moradores.
Tim tinha 51 anos, quando aconteceu o crime, em julho de 2002, e era considerado um dos jornalistas mais premiados da TV Globo. Ele deixou mulher e dois filhos, o que abriu alguns questionamentos nas redações de todo o país: Há limites para uma apuração investigativa, afinal, os repórteres não são super-homens, mas sim, pais de família? Até que ponto, vale se expor para mostrar as mazelas de uma favela carioca, sem nenhuma condição de segurança?
Acredito que o jornalista veterano, Gael García Márquez consiga se aproximar dessas respotas apenas com a seguinte afirmação: “O jornalista é vítima uma paixão insaciável pela notícia”.
quinta-feira, 20 de março de 2008
Repórter-cidadão


Os papelotes ensinavam como votar para deputado federal, em Carlos de Jesus, e para deputado estadual, em Rui Lopes. Quer dizer, a cidade já prevê a poluição visual e sonora que as eleições desse ano trarão, e ainda tem que lidar com resquícios das eleições de 2006.
Depois, tem um monte de gente reclamando que o bueiro da rua está entupido, e que quando chove, o jeito é dobrar a barra da calça, para entrar ou sair de casa. "Sobrou? Então, joga tudo na vala, que a chuva leva; e traz o material do nosso candidato a prefeito e vereadores. Esse ano promete!".
OBS: Como é possível ser criativo, com uma câmera de celular, não é?
sexta-feira, 14 de março de 2008
O engano de Dante
"Esse filminho (Hora do recreio - Os americanos não são estúpidos), provavelmente, foi o presente de natal adorado pelos políticos. Nada como ser candidato onde esse povo vota. Só que esse povo é o mundo todo. Todo bebê que nasce deveria receber de brinde uma plaquinha com a seguinte frase: "Lasciate ogni speranza voi che intrate!".
Quando Dante, famoso centro-avante do Milan, supôs essa placa na porta do inferno, enganou-se de momento e de lugar. Não é na saída do mundo que somos condenados, é na entrada. E não é no inferno, é aqui, Brasil, EUA, Iraque, Rússia, diga um lugar, que lá vai haver um político mantendo o povo na ignorância para lucrar com isto.
E não são os ridículos Barretos Pintos, Rogérios Magris, Delúbios Soaress, mas os mais refinados e elitistas, que sabem de onde vem seu poder.
Uma vez quis ter uma filha chamada Esperança, porque é a última que morre. Mas a verdade é que ela morre para cada um que nasce neste mundo de exploração, dominação, destruição imediata da humanidade que cada um traz ao nascer. E sempre será assim."
Fonte: Blog do Noblat
quarta-feira, 5 de março de 2008
Ô Pará pai d'égua!
Fonte: Coluna 'Repórter 70', de O Liberal, do dia 05/03/08