
“Nós, pais, não temos culpa disso. Eles cometeram um erro. Essa agressão foi um absurdo e devem pagar por isso. Mas não junto com outros bandidos. São primários e estudam. Foi um deslize na vida deles”.
Vocês conseguem adivinhar quem disse isso? Não, não foi o Renan Calheiros, muito menos o nosso bem-relacionado Presidente Lula. O autor dessa difâmia foi Ludovico Ramalho Bruno. Continuam sem saber quem é? Bom, ele é o pai de um dos jovens acusados de espancar, roubar e humilhar a empregada doméstica, Sirlei Dias Carvalho Pinto, na semana passada, no Rio de Janeiro.
A minha dúvida nesse post, é como um pai pode se inocentar de uma atitude covarde e vergonhosa que o filho tenha se metido e simplesmente passar-lhe a mão na cabeça? É óbvio, que nesta situação, ele é tão culpado quanto o seu filho. Minha adorável mãezinha me ensinou: filho a gente cria para o mundo, mas antes disso uma boa educação é fundamental.
É claro, que isso não explica a falta de caráter dos agressores, afinal a educação e presença dos pais é primordial para a construção sólida de um ser humano. Mas, onde estavam esses pais na hora das lições básicas de amor, cidadania e justiça? De distinguir o que é certo e errado?
Enquanto isso, o pai da vítima, o pedreiro Renato Moreira Carvalho, de 54 anos, visivelmente menos instruído, dá uma aula de educação paternal: “Se Sirlei tivesse feito isso, ou um outro filho, continuaria do lado dela, mas gostaria que ela fosse responsabilizada. Se não pensou direito antes de cometer o erro, tem que pagar por isso. Daria todo o apoio, mas pediria justiça. Ela teria que ser julgada por seu ato.”
Portanto, para você que é pai ou mãe e está lendo esse post, farei um apelo, ou melhor, um alerta: Dedique-se a conhecer os seus filhos e suas companhias. A partir daí, você dará um grande passo na formação moral e social deles, e evitará que casos como possam se repetir.
Quem pede isso é um jovem com a mesma idade dos agressores da empregada doméstica, e também, alguém que conhece uma realidade que é escondida dos pais – até dos mais amigos e confidentes.
Não sei se vocês sabem, mas uma pesquisa da Seju (Secretaria Executiva de Justiça) mostra que o álcool e o cigarro já fazem parte do cotidiano de crianças e adolescentes nas escolas de Belém, e mais ainda, metade dos estudantes belenenses já usaram drogas.
Não pense que casos como o do espancamento da doméstica fogem da nossa realidade. As chances do seu filho conhecer e/ou conviver com alguém que já usou drogas são muito grandes. Fique esperto!



