sexta-feira, 29 de junho de 2007

Pai, olha o que eu fiz!



“Nós, pais, não temos culpa disso. Eles cometeram um erro. Essa agressão foi um absurdo e devem pagar por isso. Mas não junto com outros bandidos. São primários e estudam. Foi um deslize na vida deles”.

Vocês conseguem adivinhar quem disse isso? Não, não foi o Renan Calheiros, muito menos o nosso bem-relacionado Presidente Lula. O autor dessa difâmia foi Ludovico Ramalho Bruno. Continuam sem saber quem é? Bom, ele é o pai de um dos jovens acusados de espancar, roubar e humilhar a empregada doméstica, Sirlei Dias Carvalho Pinto, na semana passada, no Rio de Janeiro.

A minha dúvida nesse post, é como um pai pode se inocentar de uma atitude covarde e vergonhosa que o filho tenha se metido e simplesmente passar-lhe a mão na cabeça? É óbvio, que nesta situação, ele é tão culpado quanto o seu filho. Minha adorável mãezinha me ensinou: filho a gente cria para o mundo, mas antes disso uma boa educação é fundamental.

É claro, que isso não explica a falta de caráter dos agressores, afinal a educação e presença dos pais é primordial para a construção sólida de um ser humano. Mas, onde estavam esses pais na hora das lições básicas de amor, cidadania e justiça? De distinguir o que é certo e errado?

Enquanto isso, o pai da vítima, o pedreiro Renato Moreira Carvalho, de 54 anos, visivelmente menos instruído, dá uma aula de educação paternal: “Se Sirlei tivesse feito isso, ou um outro filho, continuaria do lado dela, mas gostaria que ela fosse responsabilizada. Se não pensou direito antes de cometer o erro, tem que pagar por isso. Daria todo o apoio, mas pediria justiça. Ela teria que ser julgada por seu ato.”

Portanto, para você que é pai ou mãe e está lendo esse post, farei um apelo, ou melhor, um alerta: Dedique-se a conhecer os seus filhos e suas companhias. A partir daí, você dará um grande passo na formação moral e social deles, e evitará que casos como possam se repetir.
Quem pede isso é um jovem com a mesma idade dos agressores da empregada doméstica, e também, alguém que conhece uma realidade que é escondida dos pais – até dos mais amigos e confidentes.

Não sei se vocês sabem, mas uma pesquisa da Seju (Secretaria Executiva de Justiça) mostra que o álcool e o cigarro já fazem parte do cotidiano de crianças e adolescentes nas escolas de Belém, e mais ainda, metade dos estudantes belenenses já usaram drogas.

Não pense que casos como o do espancamento da doméstica fogem da nossa realidade. As chances do seu filho conhecer e/ou conviver com alguém que já usou drogas são muito grandes. Fique esperto!

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Hablas español?


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quinta-feira, 21 de junho de 2007

Campanha "Por um Brasil melhor"


Estou confuso. O dicionário teima em me falar que denominamos de juiz, "um cidadão investido de autoridade pública com o poder para exercer a atividade jurisdicional, julgando os conflitos de interesse que são submetidos à sua apreciação", ou seja, não só declara como ordena o que for necessário a tornar efetiva a tutela jurídica.

Certo. Mas, tanto poder não deveria ser melhor distribuído, ou até, menos centralizado em uma única pessoa? Não tiro o mérito dos acadêmicos de direito que estudam durantes 10, 15, 20 anos, almejando em se tornar um juiz ou um desembargador. Mas alguma coisa está errada.

Afinal, isso não facilita que aconteçam casos como o noticiado na terça-feira (19), na capa do jornal O Liberal, onde trazia a seguinte manchete: "Juíza sai da cadeia após seis meses". Até aí tudo bem (???), nada que fugisse da rotina dos jornais - nem das operações da Polícia Federal -, mas ressalto aqui dois pontos: a imagem capaz de vender a notícia e o fato dessa juíza paraense conseguir fraudar quase R$ 90 milhões no cargo de aposentada.

A fotógrafa Shirley Pennaforte conseguiu retratar uma imagem interessante, no momento em que a juíza Maria José Ferreira deixava o Comando dos Corpos de Bombeiros, onde estava "presa" - entre aspas, porque quarto com ar-condicionado e outras regalias não fazem parte de uma realidade dos presídios.

O que me chamou atenção foram todas as informações que atribuí no momento em que vi a imagem. Na foto, Maria José passa um aspecto de deboche, no melhor estilo: "Vocês acharam que eu iria ficar presa por muito tempo?", além de se apresentar como a cara mais lavada do mundo, dizendo as únicas palavras que me incentivaram a escrever esse post: "Sou inocente".

Ei, cadê a ética da magistratura brasileira?Não são eles que devem dar o exemplo? Até o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) criado na tentativa de frear a corrupção que assola o Judiciário - hoje, com dois anos de ação - está com dificuldades para diminuir a participação fraudulenta desses desonrosos representantes.

Talvez vocês estejam achando que eu esteja estereotipando a juíza, portanto, partiremos do princípio de que um juiz brasileiro, aposentado ganha em média R$ 6 mil - fora os benefícios do cargo -, portanto a única explicação que se pode tirar, é que Maria José não se adaptou ao estilo de vida de aposentada e por isso teria tentado fraudar quase R$ 90 milhões de uma conta de um Banco do Brasil de Augusto Corrêa, no Nordeste Paraense.

Ela foi solta para que pudesse responder em liberdade o inquérito policial, já que foi denunciada por estelionato, formação de quadrilha, falsificação de documento particular e falsificação ideológica.

Porque, todo mundo sabe que ela tem que refazer certos "laços de amizades" para não voltar a ser presa - não que isso fosse difícil de fazer enquanto estivesse presa, mas facilita as ações, não é?

Mas sabe que até concordo com ela? Afinal a pobre senhora estava ganhando quase o quíntuplo do que recebia quando estava na ativa.

Por isso, a partir de hoje, iniciarei uma campanha para aumentar os salários dos juízes aposentados. Talvez, essa seja uma alternativa para que casos como o de nossa exemplar autoridade pública deixem de acontecer. Radicalismo? Não, não realismo mesmo... e um pouco de sarcasmo também.

Ainda hoje, irei enviar o meu pedido ao Congresso Nacional. Alguém sabe o e-mail de lá?

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Dudu e Jatene - estamos de olho...

O blog 5ª Emenda do jornalista Juvêncio Arruda publicou uma pesquisa do BMP/Democrata, que perguntou para 850 eleitores, entre os políticos citados, quais eram os mais confiáveis e os mais corruptos. A pesquisa foi feita entre os dias 26/06 e 01/06, em Belém. A margem de erro da pesquisa é de 3,5 pontos percentuais para mais, ou para menos.

Veja ao resultado:

-Os mais honestos

Edmilson Rodrigues 19,80%
Valéria Pires Franco 9,80%
Duciomar Costa 3,90%
Arnaldo Jordy 3,10%
Manoel Pioneiro 2,90%
Simão Jatene 2,60%
José Priante 2,50%
Mário Cardoso 1,50%
Não sabe/indeciso 40,80%
Branco/Nulo/abstenção 13,10%

- Os mais desonestos

Duciomar Costa 19,80%
Simão Jatene 14,50%
Edmilson Rodrigues 8,90%
Manoel Pioneiro 1,40%
José Priante 1,30%
Valéria Pires Franco 1,30%
Mário Cardoso 0,80%
Arnaldo Nordy 0,40%
Não sabe/indeciso 40,20%
Branco/nulo/abstenção 11,40%

E vocês, concordam com os rumos dessa pesquisa?

Um certo Charles Chaplin disse uma vez...


"A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está de trás pra freNte. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso. Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar novo pra poder aproveitar a aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara para a faculdade. Você vai pro colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho no colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando... e termina tudo com um ótimo orgasmo. Não seria perfeito?"

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Só a PF não resolve



Segundo um levantamento do G1, desde 2003, pelo menos 95 políticos foram presos pela Polícia Federal em operações ou ações isoladas. Dos detidos, 60 estavam no exercício do mandato quando foram presos. Atualmente, a maioria está livre.

Muitos outros políticos estiveram na mira na PF durante as investigações que culminaram nas operações. Mas o foro privilegiado, no caso dos deputados federais, por exemplo, impediu diversas prisões.

Os membros do Congresso (senadores e deputados federais) só podem ser presos em flagrante de crime inafiançável (tortura, tráfico de drogas, terrorismo e todos os crimes definidos como hediondos, como homicídio, latrocínio, estupro, entre outros).

É por isso que, em parte, concordo com o professor de filosofia política e ética da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Roberto Romano. Ele diz que deputados ou senadores deveriam ser impossibilitados de ter este privilégio, pois essa atitude, não é própria de um regime democrático, mas sim de um regime oligárquico ou aristocrático.

Na seção da “Carta ao leitor” da revista Veja, do dia 13 de junho, foi publicado um editorial que exaltava as operações da PF, mas explicava que a tarefa de quebrar a espinha dorsal da corrupção não podia ser limitada aos seus agentes.

A revista falou ainda que para melhorar a situação do Brasil é preciso que às investigações da polícia se sigam de ações judiciais e de promotoria feitas com igual ímpeto e obstinação. Dessa forma, quem sabe, não sejam presos menos suspeitos e mais culpados sejam condenados.

O nosso popular presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que as investigações sobre corrupção no Brasil realizadas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público 'doem' nos suspeitos, mas que o julgamento separa 'quem é culpado de quem é inocente'. Será verdade, companheiro?

Estréia

Na madrugada de sexta-feira (15) decidi entrar no (sub)mundo da blogesfera. Algo que já havia sendo adiado há tempos, mas que agora percebi que esta poderia ser uma ferramenta de auxílio para certos "causos", que na minha opinião, merecem um destaque melhor, do que o dado em telejornais, impressos e no webjornalismo, além de servir para aprimorar a arte de escrever (recomendação registrada da minha antiga chefe, a quem sou muito grato!).

Buscarei aqui também, elevar o poder de reflexão dos visitantes, já que percebi a carência de críticas sociais, políticas e textos de opinião, na minha geração: a geração da Internet (Orkut, fotologs e messengers).

Nesta minha válvula de escape, temas que abrangem do regional ao mundial serão apresentados, sem a preocupação de estar respeitando a ética jornalística, que ás vezes parece ser deixada de lado, para defender os interesses da empresa de mídia.

Aqui será tratada a nossa realidade, que em pleno século XXI apresenta contrastes marcantes que vão desde antenas parabólicas instaladas em barracos; ao político que após enfrentar investigações da Polícia Federal e CPI's, decide passar férias na Europa com o dinheiro público recebido por esquemas de propina; tudo ali, escancarado na nossa frente.

Alguns de vocês devem estar se perguntando por que "cordel", como nome para o blog, não é? Bom, essa palavra sempre me encantou, apesar de não estar presente no meu cotidiano. A cada vez que escutava-a, tentava arranjar uma explicação para essa exaltação.

Talvez, seja pela linguagem simples, ao qual, o sofrido povo nordestino arranjou para mascarar a miséria e o abandono do poder público; apresentada através de versos melosos e ritmados, que exaltam tradições populares e o folclore nacional, e é claro, com o "jeitinho brasileiro".

Já o resto do título "de uma mente sã", ironiza a velocidade em que vivemos, cobrindo nossas tarefas diárias, implorando por mais algumas horas no dia, deixando-nos à beira da loucura. Mas loucura essa, responsável pelo surtos que caracterizam um verdadeiro "dia de cão", seja no trabalho, na rua, ou em casa. Quem já assistiu ao filme "Um dia de fúria", com Michael Douglas sabe do que estou falando.

É isso, por hoje é só! Mas devido a empolgação da estréia, logo, logo, haverá mais textos aqui... Volte Sempre!