quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Onde está o dinheiro?

Em 2007, a Funai, Funasa e Incra assinaram um termo de compromisso para fazer uma desocupação de posseiros e grileiros, da terra indígena da tribo Tembé do Alto Rio Guamá, no município de Capitão Poço, nordeste paraense, cerca de duas horas e meia de viagem de Belém. A área tem 297 mil hectares, o equivalente a quase 300 mil campos de futebol.

No começo desse ano, o Governo Federal repassou a primeira parcela de R$ 100 mil para a abertura de estradas para interligar as aldeias. Ainda no primeiro semestre, foi depostitado a segunda parcela, no valor de R$ 300 mil. A verba foi repassada para a prefeitura de Santa Luzia do Pará.

Já no início do inverno na região Norte - quando as chuvas dificultam qualquer trabalho em estradas - as obras já deveriam estar concluídas, mas, nada foi feito. Por isso, os quase trezentos indígenas, que vivem lá, estão procurando os orgãos de imprensa para denunciar o abuso.

Recentemente, eles flagraram um trator de esteira da prefeitura de Santa Luzia fazendo um trabalho de roçado para plantação de mandioca de posseiros, dentro da área indígena. Será que O Ministério Público Estadual ou o Federal se habilita a apurar esta denúncia?

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