No começo da noite de segunda-feira (24), o Portal ORM, trouxe a conhecimento público a seguinte matéria: "O Sindicato dos Médicos do Pará denuncia a morte de 12 bebês, durante este final de semana, na Santa Casa de Misericórdia do Pará. Segundo Wilson Machado, diretor do sindicato, a informação foi confirmada por pessoas que trabalham no hospital. As causas ainda não foram confirmadas. 'Essa informação chegou até nós e confirmamos com fontes ligadas à Santa Casa..."
Alguns minutos depois, a notícia correu e logo a história foi confirmada pela assessoria de imprensa do hospital e repercutida nos telejornais locais, atingindo até a mídia nacional. Como pode, doze bebês morrerem em um espaço tão curto de tempo?
A Santa Casa divulgou uma nota, que de nada acrescentou aos noticiários, apenas serviu para mostrar a mentalidade de um povo que está acostumado com um aglomerado de problemas da região, que só contribuem para colocar o Estado nos piores rankings nacionais.
Eis o que diz a nota: "... O número de óbitos está de acordo com a taxa aceita pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de cerca de 50% do total de leitos da unidade. A UTI Neonatal da Santa Casa dispõe de 22 leitos. Esse parâmetro internacional é aceitável devido à gravidade dos casos dos pacientes atendidos pelo serviço...."
Desde quando, doze famílias poderão se conformar com as roupinhas, fraldas e berços que nunca serão usados, por que essa taxa é considerada "aceitável"? Não interessa se os bebês eram "prematuros extremos" ou tinham "má formação", o que importa é que sonhos foram interrompidos, por falta de políticas públicas eficazes, que deveriam ser garantia à população.
Infelizmente, alguns casos podem ter chegado ao hospital com mínimas condições de sobrevivência, mas o que entristece é saber que essas são novas denúncias de velhos problemas. Porque não é feito um planejamento para se orgulhar de estar acima da média internacional, ao invés, de se contentar com o quadro medíocre da saúde paraense?
Para quem não lembra, em 1998, a Santa Casa foi eleita pelo Ministério da Saúde , o "Melhor Hospital da região Norte do Brasil", uma verdadeira referência em atendimento materno-infantil.
Mas o que houve para retroceder? Talvez a única explicação seja a mesma coisa que aconteceu com um time paraense , que tinha tudo para estar entre os principais do Brasil - até venceu o Boca Juniors, em 'La Bomboñera': a roubalheira!
Leia a nota na íntegra do hospital aqui.
terça-feira, 24 de junho de 2008
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