sábado, 21 de junho de 2008

Coisas do interior

Primeiro, li uma matéria no Portal ORM sobre o caso, depois decidi apurar por conta própriaa história que, de longe, lembra o caso do austríaco Joseph Fritzl, mas é claro, em menores proporções e com traços tipicamente interioranos.

Por telefone, constatei o seguinte:

Uma operação do Corpo de Bombeiros, em conjunto com a Polícia Civil e o Conselho Tutelar resgatou uma adolescente, que era mantida em cárcere privado, na comunidade de São Pedro, no Rio Arapiuns, a cerca de 13 horas do município de Santarém, sudoeste paraense.

A missão iniciou após a denúncia de um agente de saúde, que durante visitas de rotina, soube por moradores, que havia uma menina grávida, morando sozinha, no meio da mata. Ele não conseguiu chegar até a garota, pois foi ameaçado pelo marido da tia dela, motivando a denúncia ao Conselho Tutelar.

No dia 12 de junho, um grupo chegou até a garota e constatou as condições de abandono em que vivia, mesmo grávida de oito meses. De acordo com o Conselho tutelar, a garota informou que era abusada sexualmente pelo marido da tia desde os 13 anos de idade, quando foi levada para morar em um o barraco de palha feito no meio da mata.

Há discrepância na idade certa da garota, provavelmente por ela não ter algum documento de identificação. O Conselho diz que ela tem 17 anos e a de delegada da Delegacia da Mulher, Márcia Rabelo, afirma que ela tem 15.

A delegada Márcia, informou que não houve denúncia porque a mãe da garota tem problemas mentais e a tia, irmã da mãe, é conivente com o crime, pois recebia a pensão do governo destinada a mãe, sem repassar a elas.

O acusado, Obede da Silva Coutinho, foi preso por porte ilegal de armas, já que com ele foi encontrado dois facões usados para ameaçar de morte aqueles que tentassem denunciar o crime a Polícia, o que conteceu com o agente de saúde, antes de fazer a denúncia. Mas já está solto. Os vizinhos confirmaram a história em depoimentos.

A
menina está em um abrigo municipal. Lá, o Conselho Tutelar acertou esperar o nascimento do bebê para fazer o exame de exame de conjunção carnal e comprovar os estupros. (Porque tanta demora?) Após eu informar à delegada sobre o motivo da demora do Conselho para entregar a menina para depor, a delegada mandou uma viatura apanhar a garota para prestar depoimento, alegando que é um absurdo esperar a criança nascer, já que eles já podem fazer o exame logo.

Na delegacia, ao depor, a adolescente mudou a história e disse que era apaixonada pelo tio e que permitia os atos sexuais, mas o que ela não sabe, é que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) avalia como crime de pedofilia, qualquer tipo de abuso contra crianças com idade de 13 anos para baixo. Essa história ainda vai dar muito pano para manga...

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