domingo, 6 de abril de 2008

Cadê o aparelho que estava aqui?

Algumas semanas atrás, foi inaugurado mais um hospital da Unimed, em Belém, agora na travessa Presidente Pernambuco. Em um bate-papo de domingo, fui informado por médicos, que esse novo centro de atendimento possui aparelhos que "de tão modernos, nem tem em São Paulo" - leia-se para nós, do norte, sinônimo de avanço, infelizmente!

Mas, ao ler o jornal "O Liberal", deste domingo, me deparo com a seguinte nota, na coluna Repórter 70:

"Apenas quatro dos 143 municípios paraenses têm aparelhos de hemodiálise, situação que representa um déficit de cerca de 35%, segundo dados levantados por setores da área de saúde. Nem sempre a existência do aparelho representa atendimento garantido aos pacientes, como no caso de Castanhal e Santarém.

Mesmo em Marabá, às vezes, há problemas de atendimento, como acontece em Belém, onde só a Associação dos Renais Crônicos conta com cerca de 100 pacientes."

O texto narra o drama de hemofílicos, que dependem da saúde pública, mas sabe-se bem, que está não é uma questão isolada.

É regra: quem precisa de auxílio do governo tem que dormir em fila e ser mal atendido, mas por que nada é feito para que isso mude? Pergunte a alguém que não tem plano de saúde, como é a rotina quando o filho adoece e tem que levá-lo a um posto de saúde, ou a um pronto-socorro.

Não que isso seja novidade, mas amanhã, 5 de abril, é o Dia Nacional da Saúde. Portanto, ao ver, governantes, prefeitos e secretários, participando de ações solidárias em prol da saúde, em praças e ruas, lembre-se de como está a situação da saúde na cidade e no interior, e pense: Será que isso é o máximo que eles podem fazer por nós?

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