
Por Luiz Weis/Observatório
"Na sua ampla cobertura da eleição nos Estados Unidos, a imprensa brasileira deu uma idéia de como funciona – se é que o verbo é esse – o processo de votação no país.
É um processo essencialmente voter unfriendly – já não bastasse a eleição ser indireta, uma contrafação do proclamado princípio “um homem, um voto”. São, como se sabe, 538 homens (e mulheres) os membros do colégio eleitoral que em última análise escolhem o presidente – “mais iguais”, portanto, do que os 169 milhões de eleitores do país.
O colégio eleitoral, a propósito, foi instituído pelos “pais fundadores” dos Estados Unidos, os signatários da Declaração de Independência de 1776, com a intenção assumida de contrabalançar o poder político da maioria absoluta da população com direito de voto – os homens livres não proprietários de terras.
Das regras para o registro de eleitores aos procedimentos de votação, uma coisa e outra podendo variar de estado para estado ou de distrito (county) para distrito, o sistema é um convite para ficar em casa no dia da eleição.
Ficar em casa, aliás, é modo de dizer: dia de eleição é dia de trabalho – razão por que este ano milhões de americanos, muitos deles presumivelmente eleitores de Obama, enfrentaram horas de fila no domingo nos lugares que permitem o voto antecipado. O Estado de S.Paulo da segunda-feira trouxe uma boa matéria a respeito, descrevendo a situação numa seção eleitoral de Palm Beach, na Flórida.
Os mecanismos de votação – como ficou escancarado na mesma Flórida quando da primeira eleição de George W.Bush, em 2000 – são um convite ao erro e à fraude."
Leia a matéria na íntegra aqui.
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