sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Dois crimes, dois extremos

Alguém saberia me dizer a diferença entre os paraenses José Francisco Vieira e Deusivania dos Santos Souza? Ambos, foram assassinados, durante esta semana, só que ele, em Belém e ela, em Marabá, sudeste paraense.

A respota é simples: status social. Ele tinha, ela não. Ele era advogado de uma grande rede de supermercados da cidade, além de ser genro do proprietário. Ela era esposa de um policial militar.

Talvez, isso explique a presença de três delegados, no local do crime de Francisco e nenhum no de Deusivania. Ela não era importante para chamar "tanta atenção" das autotidades e da imprensa, além de instigar o "interesse" da Polícia Civil para que o crime fosse solucionado, não é?

Será que ainda há dúvidas sobre qual dos dois crimes será solucionado primeiro? As minhas críticas não buscam diminuir o prestígio do advogado, mas a situação parece está invertida. Vamos aos fatos:

- Francisco foi morto, na entrada de sua residência, de acordo com a polícia, em uma tentativa de assalto. O circuito interno de vigilância da casa gravou a ação dos assaltantes.

- Deusivania estava na carona de um mototáxi quando foi perseguida e morta. O motociclista também pegou um tiro no pescoço e corre o risco de ficar paraplégico.

Eis a minha inquietação: o primeiro caso não parece ser mais fácil para a polícia de ser solucionado, do que o outro? Afinal, há a gravação que possibilitará a identificação dos criminosos, logo.

Isso chama-se "inconsistência de status", onde as situações foram influenciadas positiva e negativamente, respectivamente, sobre os status sociais que lhe diferenciam. É triste, mas é isso. Status.

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