Até que ponto a busca por informações pode ser levada em conta, sem que o repórter fique em situação de risco e a reportagem não seja prejudicada? Mesmo para um repórter experiente, como Tim Lopes, o uso de uma câmera escondida em uma pochete, enquanto apurava uma denúncia acabou lhe custando a vida, devido a essa ânsia que a maioria dos jornalistas tem, em expor a verdade.
Ele foi assassinado por traficantes da favela da Vila Cruzeiro, pertencente ao Complexo do Alemão, enquanto fazia uma matéria sobre possíveis abusos sexuais de menores de idade e consumo de drogas, que aconteciam em um baile funk, denunciado pelos próprios moradores.
Tim tinha 51 anos, quando aconteceu o crime, em julho de 2002, e era considerado um dos jornalistas mais premiados da TV Globo. Ele deixou mulher e dois filhos, o que abriu alguns questionamentos nas redações de todo o país: Há limites para uma apuração investigativa, afinal, os repórteres não são super-homens, mas sim, pais de família? Até que ponto, vale se expor para mostrar as mazelas de uma favela carioca, sem nenhuma condição de segurança?
Acredito que o jornalista veterano, Gael García Márquez consiga se aproximar dessas respotas apenas com a seguinte afirmação: “O jornalista é vítima uma paixão insaciável pela notícia”.
segunda-feira, 24 de março de 2008
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