quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Uma pororoca de escândalos


"Catorze novos governadores assumiram o cargo em 2007. Muitos ganharam o noticiário nacional ao implementar boas medidas administrativas. A governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, foi uma das que mais marcaram presença na imprensa. Mas por outros motivos.

Não houve um mês sequer em que ela não figurasse em algum escândalo – de maior ou menor magnitude. Ao tomar posse, ela empregou os irmãos e um primo no governo. Flagrada, teve de demiti-los. Depois, nomeou sua cabeleireira como assessora.

Ana Júlia usou um jatinho do estado para ir à formatura do filho em Minas Gerais. Descansou na Semana Santa com os assessores mais chegados na casa de praia do governo e pagou diárias de trabalho para todo mundo.

Incansável, beneficiou seu namorado, presidente do aeroclube do Pará, com um contrato de 3,7 milhões de reais para treinamento de pilotos de helicóptero. Gastaria três vezes menos se treinasse todos em São Paulo.

Suas estripulias deveriam ficar apenas no folclore que tanto preza – a governadora adora saracotear ao som do carimbó. Mas, em novembro, o país estarrecido tomou conhecimento de que as coisas no seu estado andam piores do que se imaginava.

Descobriu-se que uma menina de 15 anos havia sido presa com trinta homens em uma delegacia do interior. Durante 24 dias, ela foi estuprada e torturada. Depois que o caso veio à tona, soube-se que, no Pará, tão comum quanto o carimbó é prender menores e trancafiar mulheres junto com homens.

Enquanto Ana Júlia requebra, os paraenses dançam em mais de um sentido."

***Espaço de "retrospectiva" dado pela Revista Veja, de 29 de dezembro, ao nosso Estado.

6 comentários:

Anônimo disse...

Completo absurdo este post.

Primeiramente por saber que um estudante de jornalismo tem como base de informação uma revista tão vil e baixa como a veja, que sempre faz uso da completa falácia e por vezes tenta simplesmente desconstruir a história (como na matéria em que fala sobre Che Guevara), de acordo com seus interesses escusos, golpistas e conservadores. Para quem não sabe, a revista veja reforçou violentamente sua postura de editorializar o noticiário a poucos anos atrás quando grande parte de suas ações foram vendidas para um grupo sul-africano intimamente ligado com o apartheid, ou seja, um dos grupos empresariais mais reacionários do planeta. E isso quem vos fala não sou eu, mas sim Ricardo Kotscho (o maior jornalista do país) em uma visita a Belém.

Criticando o artigo em si. Fica latente a tendenciosidade do mesmo. Quando fala que ana júlia adora saracotear no carimbó, parece que estou lendo uma caras ou uma contigo. RIDÌCULA e preconceituosa! como se tivéssemos alguma coisa a ver com a maneira como a governadora se diverte, ou pior, como se

Anônimo disse...

uma pessoa publica não pudesse se divertir. alías, o modo como cita o carimbó nos faz pensar até que o carimbo é uma coisa ilícita.

Por fim, o completo disparate! tentar atribuir a culpa do estado em que se encontra nosso sistema carcerário (que por sinal é infame em todo o país) a um governo que acabou de assumir o poder! como se o culpado não fosse a série homérica de governos anteriores que foram omissos em relação a esta questão e a outras, que inclusive ana júlia tem tentado amenizar, como a questão agrária!

não sou partidário de ana julia, mas esse artigo da Veja - como quase todos - foi especialmente revoltante...

José Brito disse...

Rafael,

Primeiro, quero deixar claro que não sou contra a Governadora Ana Júlia, mas sim, contrário a sua equipe e a maneira como administra o Estado. Porque, se você prestar atenção, irá perceber que a menina do caso de Abaetetuba, foi presa a primeira, a segunda e a terceira vez durante a gestão da Governadora. Segup, Polícia Civil e Susipe - todos com diretores e funcionários nomeados por ela - tinham conhecimento da prisão da menor, antes da imprensa e do Ministério Público, mas nada fizeram. A crise carcerárea, de fato não é problema iniciado no seu Governo, mas se ela fosse bem assessorada, saberia que essa é uma questão que deveria ser tratada como prioridade.

Segundo, você deixou transparecer uma ponta de esquerdismo, ao falar da Revista Veja e de Che. Rafael, posso ser apenas um estudante de jornalismo, como você disse, mas te garanto que a minha "base de informação" não se limita apenas a revista Veja. É verdade que nos últimos anos a Veja deixou a desejar em vários sentidos, mas o que dizer da Isto É, apelidada de "Isto Era". Portanto aceite um conselho: não leve ao pé da letra tudo que você escutar em palestras de jornalistas como Kotscho, Caco Barcelos, Noblat ou Arnaldo Duran, pois eu te garanto que eles também lêem a Veja, mas com um diferencial: sabem nutrir da revista o que realmente é interessante; o que eu estou tentando aprender, e o que você, visivelmente, nem tentará fazer.

Para finalizar, acho que não conheces a trajetória política e muito menos, a vida pessoal da Governadora. Por isso, acho melhor ires te informar sobre o passado e o presente dela, antes de caracterizar como "ridícula e preconceituosa" a Veja, por essa matéria que "disparate" não teve nada. Só peço que me respondas uma pergunta: continuarias com esse pensamento, caso a revista Carta Capital, o Jornal Folha de S. Paulo, ou o Observatório de Imprensa publicassem uma matéria semelhante?

Abs,
Brito.

José Brito disse...

Ah... obrigado pelo comentário! O espaço aqui, serve para isso mesmo, para debater questões importantes na mídia. Afinal, toda crítica construtiva é bem vinda.

Abs!

Anônimo disse...

"Cada qual é cada qual", isso é o que diz a minha vó.

Concordo com alguns pontos da matéria. Não concordo com o jeito tendencioso que algumas pessoas escrevem.

Bem, a titia, Ana júlia Carepa, entrou na disputa pelo governo com o mote "Vamos dar a vez as mulheres" e vocês deram - eu tiro o meu da reta porque eu não voto aqui (Belém).

Uma sucessão de burrices tem marcado a trajetória dela e se eu fosse ela não cairia no pecado da "dança carambolesca" - inventei essa - e nem da boca grande, como o Benassuly.

Minha mãe, sábia como a minha vó, diz: Tá errado fica calado e dá o teu jeito de acertar as coisas.

Traduzindo: coloca a saia no quarda-roupa e vai trabalhar. Ser feliz não é pecado, mas ela é uma pessoa pública e, querendo ou não, deve satisfações a sociedade.

Abs,
Carla Ferreira

Adoro a democracia da internet.

Anônimo disse...

Ah, to cansada.