
"O menu de tópicos, o título “Madeleine” entre as “Notícias da Grã-Bretanha” e as “Notícias do Mundo”. A história cresceu tanto que mereceu uma categoria só para ela, com a mesma importância das notícias de política ou economia. Não há, obviamente, necessidade alguma de fornecer um sobrenome ou qualquer outro detalhe: Madeleine refere-se a algo que se está convertendo, sem dúvida, na maior reportagem com apelo humano da década. O pior, é que de vítimas, os pais passaram à condição de suspeitos do desaparecimento da filha."
De Jonathan Freedland em O Estado de S. Paulo.
De Jonathan Freedland em O Estado de S. Paulo.
Agora, imagine se os culpados forem mesmo os pais de Madeline, que conseguiram angariar mais de três milhões de libras, através de campanhas para encontrá-la. No domingo (16), o empresário britânico, dono do grupo Virgin, Richard Branson, anunciou que doará 100 mil libras (mais de R$ 380 mil) à criação de um fundo destinado a ajudar nas buscas.
Êpa, acho que chega de dinheiro não é? Já está a parecendo que os pais das menina se meteram em algo que já não podem controlar - explicado como o poder da mídia. Espero que a menina seja achada, e não que tenha sido assassinada, ao que tudo indica. Mas espero também, que essa família saiba investir todo esse dinheiro recolhido, para ações que apóiem movimentos por crianças perdidas.
Êpa, acho que chega de dinheiro não é? Já está a parecendo que os pais das menina se meteram em algo que já não podem controlar - explicado como o poder da mídia. Espero que a menina seja achada, e não que tenha sido assassinada, ao que tudo indica. Mas espero também, que essa família saiba investir todo esse dinheiro recolhido, para ações que apóiem movimentos por crianças perdidas.
Afinal, ainda que os dados existentes sobre crianças desaparecidas em todo o Estado do Pará sejam pouco consistentes, o aumento no número de processos abraçados pelos orgão competentes, em Belém, reflete o agravamento do quadro no Estado e sugere a falta de políticas públicas voltadas para esta questão da infância e da adolescência.
A pergunta que agora deve ser questionada é a seguinte: por que esperamos que algo assim aconteça, para fazer parte de um trabalho tão importante como este; seria o ritmo acelerado em que vivemos, que não nós permite ter tempo, ou a falta de credibilidade de que podemos fazer alguma coisa?
A pergunta que agora deve ser questionada é a seguinte: por que esperamos que algo assim aconteça, para fazer parte de um trabalho tão importante como este; seria o ritmo acelerado em que vivemos, que não nós permite ter tempo, ou a falta de credibilidade de que podemos fazer alguma coisa?
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